Impacto cambial no turismo: os riscos da variação cambial no setor
Impacto cambial no turismo: os riscos da variação cambial no setor
O impacto cambial no turismo raramente aparece como uma linha de custo clara no fechamento do mês. Em vez disso, ele se esconde no resultado final — como uma margem que não fecha, uma venda que parecia lucrativa e não foi, ou um trimestre abaixo do planejado sem causa óbvia.
Para tornar esse risco concreto e mensurável, apresentaremos dois cenários reais em paralelo: uma operadora brasileira que vende pacotes internacionais parcelados em BRL, e um DMC internacional que recebe de clientes brasileiros. Em ambos os casos, o câmbio se move durante o ciclo da operação e o impacto é calculado em números precisos.
Os dois perfis e o problema em comum
Apesar dos contextos diferentes, operadoras brasileiras e DMCs internacionais enfrentam o mesmo problema estrutural: um descasamento de moeda entre o momento da venda e o momento do pagamento ou recebimento.
| Operadora Brasileira | DMC Internacional | |
|---|---|---|
| Recebe em | BRL (parcelado) | BRL (parcelado) |
| Paga / converte em | USD ou EUR | USD ou EUR |
| Quando o câmbio sobe | Custo do fornecedor aumenta | Valor convertido cai |
| Quem absorve a diferença | A margem da operadora | A margem do DMC |
| Solução | Travar câmbio na venda | Receber BRL, liquidar em moeda forte em D+1 |
A direção do risco é inversa, a operadora perde quando o dólar sobe, o DMC perde quando o real cai, mas o mecanismo é idêntico.
A operação de cada perfil
Antes de analisar o impacto, é importante entender as condições de partida de cada cenário.
| Parâmetro | Operadora Brasileira | DMC Internacional |
|---|---|---|
| Produto | 100 pacotes internacionais (Europa) | 20 grupos de clientes brasileiros |
| Custo / valor por unidade | USD 3.500 por pacote | EUR 4.000 por grupo |
| Câmbio de referência na venda | R$ 5,00 (USD/BRL) | R$ 5,50 (EUR/BRL) |
| Valor cobrado em BRL | R$ 8.750 por pacote | R$ 22.000 por grupo |
| Forma de recebimento | Parcelado pelo cliente | Parcelado pelo cliente |
| Prazo até pagamento / conversão | 7 meses | 6 meses |
| Margem / receita planejada | R$ 175.000 (20%) | EUR 80.000 |
| Câmbio no pagamento | R$ 5,75 (+15%) | R$ 6,16 (+12%) |
| Margem realizada | –R$ 87.500 (prejuízo) | EUR 71.429 (–10,7%) |
A operadora planejou R$ 175.000 de margem e realizou prejuízo de R$ 87.500. O DMC esperava EUR 80.000 e recebeu EUR 71.429 — perdeu EUR 8.571 sem que nada na operação tenha mudado.
E por que isso não aparece nos relatórios?
O prejuízo não chega rotulado como “perda cambial”. Pois, para a operadora brasileira, ele aparece como “custo de fornecedor acima do orçado”. E para o DMC, como “receita abaixo do previsto na conversão”. Em ambos os casos, a causa real — o câmbio — fica invisível até que a margem já tenha ido embora.
Para o DMC, o desafio é ainda mais complexo: por um lado, ele precisa aceitar BRL para competir no mercado brasileiro — o consumidor espera parcelamento em moeda local. Por outro, todos os seus custos operacionais estão em moeda estrangeira, normalmente em Euro ou Dólar. Sendo assim, cada real que recebe é uma aposta no câmbio futuro. Entretanto, para estruturar esse recebimento em BRL sem a Blimboo, ele precisaria abrir uma entidade jurídica no Brasil — o que representa custo, burocracia e tempo.
O que é possível fazer
A proteção cambial para esses dois perfis existe e é mais simples do que parece. Na Blimboo, o processo de abertura de conta é rápido e digital, sem a burocracia dos instrumentos financeiros tradicionais como NDFs ou TARFs.
Para a operadora brasileira: travar o câmbio no momento da venda, convertendo o valor do custo do fornecedor para stablecoin (USDC/EURC) imediatamente. Quando o embarque chega e o pagamento é necessário, o valor já está protegido — independente de onde o dólar estiver.
Para o DMC internacional: aceitar pagamentos em BRL via checkout white label (PIX, boleto, cartão parcelado em até 12x) sem abrir CNPJ no Brasil, com liquidação em USD ou EUR em D+1. O risco cambial fica do lado da infraestrutura — não da operação do DMC.
Por fim, o câmbio não é um risco abstrato. Embora sejam operações distintas, o mecanismo é o mesmo: tempo entre venda e pagamento, câmbio se movendo nesse intervalo, margem absorvendo a diferença. Mas a pergunta não é se isso vai acontecer com a sua operação. É quando, e se você vai estar protegido quando acontece.
A Blimboo é a infraestrutura financeira cambial para o turismo, uma vez que atendemos tanto operadoras brasileiras quanto DMCs e fornecedores internacionais que vendem para o mercado brasileiro. Quer saber mais? Preencha o formulário abaixo:
Webinar | Desmistificando Remessas Internacionais no Turismo
Webinar | Desmistificando Remessas Internacionais no Turismo
As remessas internacionais no setor de turismo são parte essencial da operação de agências de viagens e operadoras que atuam com fornecedores no exterior. Afinal, pagamentos de hotéis, operadores locais e demais prestadores de serviços exigem não apenas envio de valores ao exterior, como também estrutura, segurança e previsibilidade financeira.
Deste modo, à medida que as vendas internacionais se tornam mais frequentes, também aumenta a necessidade de compreender como esses pagamentos devem ser realizados. No entanto, quando chega o momento de efetivar as remessas internacionais, surgem dúvidas recorrentes:
Quanto realmente custa uma remessa internacional?
Quais taxas estão envolvidas?
Como o câmbio impacta a margem da operação?
Existe uma forma mais estratégica de estruturar esses pagamentos?
Com o objetivo de esclarecer dúvidas recorrentes e contribuir para uma atuação mais estratégica no mercado, a Blimboo realizou o webinar “Desmistificando Remessas Internacionais para Agências e Operadoras de Turismo”. A iniciativa contou com a parceria da Tourhub e com o mapz.law, representado pelo advogado Erick Hitoshi – Especialista em legislação de remessas internacionais e compliance para agências.
Remessas internacionais no turismo: um tema estratégico
Com o crescimento das vendas de pacotes internacionais, é necessário compreender sobre o funcionamento dos pagamentos ao exterior. Uma vez que a variação cambial, custos operacionais, prazos de liquidação e conformidade regulatória impactam a margem e a competitividade das empresas. Desta forma, compreender essas variáveis deixou de ser apenas uma questão operacional, mas também uma decisão para o posicionamento no mercado internacional.
Pensando neste contexto, o webinar teve como pauta:
- A estrutura e funcionamento das remessas internacionais no setor de turismo;
- Principais custos envolvidos nas transações internacionais;
- Pontos de atenção na gestão cambial;
- Boas práticas para envio de valores ao exterior com maior previsibilidade;
- Estratégias para reduzir riscos operacionais em pagamentos internacionais.
Ou seja, foi desenvolvido um conteúdo com foco na realidade de empresas que realizam operações internacionais de forma recorrente e com mais eficiência.
Eficiência e segurança em pagamentos internacionais
A profissionalização das operações de remessa internacional no turismo é um diferencial competitivo. Pois, empresas que compreendem os fluxos, custos e responsabilidades envolvidas conseguem estruturar processos mais organizados, reduzir inconsistências e fortalecer sua atuação no mercado internacional.
Assim, se sua agência ou operadora busca mais eficiência, previsibilidade e segurança nas remessas internacionais, entre em contato com o time da Blimboo e conheça nossas soluções para pagamentos ao exterior.
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Como a exposição cambial derrubou grandes empresas brasileiras? E o que isso revela sobre o futuro do turismo?
Como a exposição cambial derrubou grandes empresas brasileiras? E o que isso revela sobre o futuro do turismo?
Se tem algo que o mercado brasileiro nos ensinou nas últimas décadas é que não existe negócio internacional seguro sem estratégia cambial.
Uma vez que empresas gigantes, reconhecidas e líderes de mercado desapareceram, pois não se prepararam para a volatilidade do dólar.
Atualmente, com o câmbio em níveis elevados, margens cada vez mais apertadas e um consumidor mais sensível a preço, desta forma entender e gerenciar a exposição cambial deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar a diferença entre crescer ou quebrar.
Assim, para mostrar isso na prática, reunimos alguns dos maiores casos de empresas brasileiras diretamente impactadas pelo câmbio. De acordo com os exemplos, fica claro o que acontece quando o planejamento financeiro não acompanha a realidade internacional.
Essas histórias deixam um alerta muito claro:
Empresas de aviação sofrem impacto direto, despesas dolarizadas e receita em real criam um descompasso perigoso. Logo, operadoras de turismo sofrem impacto indireto, com a queda de demanda, margens comprimidas e riscos em vendas parceladas. Desta forma, empresas que recebem em real, mas pagam fornecedores em dólar, ficam expostas a perdas imediatas.
| Empresa | Situação (Ano) | Motivo Cambial | Impacto | Resumo |
|---|---|---|---|---|
| Varig | Falência em (2006) | Dívidas em dólar (leasing, combustível, financiamentos), enquanto a receita era em reais. | Desvalorização do real fez a dívida explodir. | Falta de hedge e contratos desalinhados com receita. |
| Nascimento Turismo | Recuperação judicial em (2015) | 65% das vendas no exterior sem proteção cambial. | Crise operacional, fechamento de unidades e busca de reestruturação. | Caso de operador que enfrentou desequilíbrio cambial e queda de demanda internacional. |
| BRA Transportes Aéreos | Falência em (2007) | Leasing em dólar sem proteção. | Crescimento do dólar + problemas internos inviabilizaram a operação. | Exposição cambial fragilizou o modelo low-cost. |
| MGM Operadora | Suspenção de atividades (2020) | Modelo típico do turismo internacional: receita em real e custos em dólar. Embora, o câmbio não foi citado como causa formal, mas agravou a crise de liquidez em cenário de queda de vendas e restrição de crédito. | Suspensão das operações, impacto em agências e passageiros e posterior desdobramento jurídico. | Exemplo de como a exposição cambial estrutural amplia riscos em momentos de choque de demanda e escassez de crédito, mesmo sem ser a causa declarada. |
Mas, hoje existem soluções de proteção e recebimento internacional muito mais acessíveis do que na época dessas empresas.
A fim de resolver os desafios financeiros que levaram muitas empresas do turismo à crise. a Blimboo foi criada. com tecnologia moderna e processos simplificados, ela ajuda negócios a operarem com mais segurança em um mercado cada vez mais sensível ao câmbio.
- Links de pagamentos multimoeda,
- Wallet para proteção cambial automática,
- Pagamentos e recebimentos internacionais instantâneos.
Nesse sentido, a Blimboo não é apenas uma plataforma; trata-se de uma verdadeira parceira na operação financeira, oferecendo suporte dedicado, treinamentos e acompanhamento contínuo.
Por isso, se você quer entender como reduzir o risco cambial e melhorar suas margens, preencha o formulário e descubra como a Blimboo pode ajudar sua empresa.
Venda parcelada em dólar?
Estamos vivendo um momento de incertezas em relação ao sobe e desce do câmbio. (faz tempo!)
Nenhuma novidade para quem está no mercado nos últimos 5 anos.
Uma verdadeira montanha russa!
Sabemos todos que a era pós covid, vamos ter um booom na procura de viagens internacionais. Sejamos sinceros, lá no fundo, sabemos que vamos voltar com força.
Uma estratégia excelente para alavancar suas vendas é oferecer seus produtos e serviços de forma parcelada.
Mas você está seguro para parcelar uma viagem em dólares? Fixar um câmbio e receber em reais, para só depois pagar o fornecedor?
Com a Blimboo você pode parcelar seus pacotes sem preocupação, transferindo a variação cambial para seus clientes.
Como funciona?
A cada vencimento, nós automaticamente atualizamos o câmbio antes da emissão e envio da parcela ao cliente.
Com isso você sempre vai receber o valor em BRL correspondente a cotação do dólar, no momento que a parcela está sendo emitida.
E tudo fica organizado tanto via e-mail mês a mês para o seu cliente, quanto no seu acesso ao painel de controle pelo computador ou pelo celular, de onde quer que você esteja!
|
Data de vcto. |
Cotação do dólar |
Valor USD |
Valor final |
|
13/01/2021 |
R$ 5,36 |
$ 200.00 |
R$ 1.072,00 |
|
Data de vcto. |
Cotação do dólar |
Valor USD |
Valor final |
|
15/02/2021 |
R$ 5,42 |
$ 200.00 |
R$ 1.084,00 |
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Data de vcto. |
Cotação do dólar |
Valor USD |
Valor final |
|
15/03/2021 |
R$ 5,71 |
$ 200.00 |
R$ 1.142,00 |
|
Data de vcto. |
Cotação do dólar |
Valor USD |
Valor final |
|
13/04/2021 |
R$ 5,70 |
$ 200.00 |
R$ 1.140,00 |
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Data de vcto. |
Cotação do dólar |
Valor USD |
Valor final |
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13/05/2021 |
R$ 5,35 |
$ 200.00 |
R$ 1.070,00 |
Caso a venda acima, tivesse sido parcelada em 5x ao câmbio do dia do fechamento da viagem, esse é o valor que você receberia:
USD 1.000 X 5,36 = R$ 5.360,00
Já, utilizando o parcelamento no dólar vigente da Blimboo, você recebeu R$ 5.508,00.
Totalizando uma diferença de R$ 148,00 e eliminando um prejuízo de aproximadamente 3%!
Em um negócio onde sua margem de lucro varia de 10 – 20%, nós sabemos que isso faz falta.
Para agências de viagem e agentes de turismo
A Blimboo trabalhou junto com agências de viagem e agentes de turismo, para construir uma solução sob medida para o dia a dia de agências modernas.
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